Convite à noite
Venha, noite, desça devagar
Caia sobre meus sentidos confusos
Hei de beber o âmbar das estrelas cadentes
E lamber o reflexo da lua nos mares.
Em vão procuro a trilha da alvorada.
Rendo-me a você e a todos os caprichos
Que porventura quiser de mim.
Venha, dancemos sobre a areia das dunas do leste
Desçamos bem fundo nas águas calmas do lago das dores sublimadas.
Arraste meus medos ao rodamoinho,
afogue a flor tão sedenta de líquido,
Aplaque o amor que rebenta nas têmporas.
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