10.12.08

Chega o dia
em que se vão as musas
e os versos
se recolhem para o inverno;
o poeta
observa mudo
mais um ano passar
e queima suas mil
declarações de amor
feitas para o éter.

Néscio é o coração
que espera flores de volta;
quem liga para a devoção
nessa aldeia eletrônica de egos?

O poeta dorme e se deixa congelar.

Um comentário:

Professor disse...

O poeta dorme, mas sua poesia é viva e atravessa todos os invernos.
Um grande abraço e dá uma lida. Faça críticas. Eu gosto!

http://sapatonaporta.blogspot.com/