
17.9.07
23.8.07
13.8.07
De vez em quando, passo pelo canal A&E e vejo alguns episódios da série "Huff", com Hank Azaria e Oliver Platt. Cara, que pena que ela foi cancelada. Também, pudera. Era uma série realmente hard core, com personagens e tramas bem complexas, e conflitos em altíssimo nível. Não podia mesmo durar. Talvez algum dia eu compre o DVD.
19.7.07
Pouco mais de um mês atrás, eu voei de Porto Alegre para Congonhas, após cobrir um evento de informática. Era mais uma viagem entre tantas que fazem parte de minha rotina. E, chegando a Congonhas, olhei mais uma vez para aquele oceano de prédios que vão crescendo à medida que o avião desce. Sempre fiquei com um calafrio interior nessa descida para o aeroporto da zona sul da capital paulista. Mas a gente se acostuma, depois de tanto chegar e partir dali. Até que acontece uma tragédia como a do vôo 3054 e percebemos o quão entorpecidos estávamos.
Este blog se solidariza com a dor das famílias das vítimas do acidente. E reza para que outros não aconteçam.
Este blog se solidariza com a dor das famílias das vítimas do acidente. E reza para que outros não aconteçam.
2.7.07
13.6.07
Terminei de ler "O motim do Bounty" (veja comentário abaixo). O livro é um rico painel da vida na marinha britânica no século XVIII. E é fácil nos colocarmos na pele dos amotinados, que à vida dura e cruel no navio preferiram voltar ao Taiti, então considerado "o paraíso do mundo". Ecoa especialmente a voz de um deles, Peter Heywood, que chegou a viver no Taiti e depois voltou à Inglaterra para ser julgado numa corte marcial. Ele escreveu numa carta que todos os esforços que fazemos em nossa vida de labuta são direcionados para que, no fim de nosso tempo terreno, possamos gozar confortavelmente do ócio e do prazer -- os mesmos ócio e prazer que os taitianos têm "desde que vêm ao mundo". Em suma, vale mesmo a pena ralar a vida inteira? Lembremos Wilde: "o ócio é a condição da perfeição". Os donos da grana adoram dizer que o trabalho enobrece, mas enobrece... a eles, né?
1.6.07
Estou lendo "O motim no Bounty", com a célebre história da viagem ao Taiti que acabou em tragédia, com o duelo entre o capitão (na verdade, tenente) William Bligh e Fletcher Christian, em 1789. Já foi levada ao cinema algumas vezes.
É uma história que faz tremer qualquer anarquista, porque mostra como, em situações-limite, a liderança e a disciplina fazem toda a diferença. Mesmo expulso de seu navio, Bligh conseguiu sobreviver no mar e manter seus homens vivos com um mínimo de comida por quase 50 dias e mais de 3 mil milhas até chegar a um porto seguro em colônias holandesas.
O livro é muito, mas muito bom.
É uma história que faz tremer qualquer anarquista, porque mostra como, em situações-limite, a liderança e a disciplina fazem toda a diferença. Mesmo expulso de seu navio, Bligh conseguiu sobreviver no mar e manter seus homens vivos com um mínimo de comida por quase 50 dias e mais de 3 mil milhas até chegar a um porto seguro em colônias holandesas.
O livro é muito, mas muito bom.
24.5.07
5.5.07
10.4.07
o verdadeiro outono
mora dentro de mim;
o vento sopra nos ventrículos
as folhas dos amores mortos.
o verdadeiro outono
mora dentro do espelho
naquela figura passada a ferro pelo Tempo
nas pontas caídas dos lábios
nas órbitas de desencanto.
o verdadeiro outono
mora na caverna
que se começa a cavar adolescente
quando se percebe
a permanência da dor.
mora dentro de mim;
o vento sopra nos ventrículos
as folhas dos amores mortos.
o verdadeiro outono
mora dentro do espelho
naquela figura passada a ferro pelo Tempo
nas pontas caídas dos lábios
nas órbitas de desencanto.
o verdadeiro outono
mora na caverna
que se começa a cavar adolescente
quando se percebe
a permanência da dor.
2.4.07
31.3.07
Já são seis as músicas do meu CD. Depois de quatro rocks, gravei duas acústicas esta semana, incluindo uma versão de "Pigs on the wing", do Pink Floyd, que escrevi nos anos 90. Também gravei a balada do disco, "Calíope", a faixa mais emocional.
Agora falta gravar mais três rocks e um blues. E depois começar a pensar em montar a banda para o show de lançamento.
Agora falta gravar mais três rocks e um blues. E depois começar a pensar em montar a banda para o show de lançamento.
23.3.07
20.3.07
ó ártemis dos arcos de aço olímpico
por que não me amaste?
sou teu gêmeo
sei da dor da caçada
da angústia da presa
da impiedade do caçador.
eu estou tão perdido
sem teus pensamentos-irmãos
que mesmo na planície mais esquálida
eu poderia ficar escondido e morrer de velho
ainda que todos os batedores índios me procurassem.
ó ártemis dos arcos retesados com dura tristeza
eu não sou belo
mas ao menos minha crueldade amainou.
quando eu me for
lembrar-te-ás das mesas e das pândegas
e pensarás em ti mesma com desprezo
porque cuspiste em minha alma
e a deixaste sangrando
sem abatê-la
nem levá-la junto a teus seios.
ó ártemis dos arcos de mármore e bronze
não serás mais deusa
nos novos milênios
serás apenas uma alma pela metade
serás apenas um fantasma sem correntes
serás apenas um vão aceno de reconhecimento
para um estranho numa noite vulgar.
por que não me amaste?
sou teu gêmeo
sei da dor da caçada
da angústia da presa
da impiedade do caçador.
eu estou tão perdido
sem teus pensamentos-irmãos
que mesmo na planície mais esquálida
eu poderia ficar escondido e morrer de velho
ainda que todos os batedores índios me procurassem.
ó ártemis dos arcos retesados com dura tristeza
eu não sou belo
mas ao menos minha crueldade amainou.
quando eu me for
lembrar-te-ás das mesas e das pândegas
e pensarás em ti mesma com desprezo
porque cuspiste em minha alma
e a deixaste sangrando
sem abatê-la
nem levá-la junto a teus seios.
ó ártemis dos arcos de mármore e bronze
não serás mais deusa
nos novos milênios
serás apenas uma alma pela metade
serás apenas um fantasma sem correntes
serás apenas um vão aceno de reconhecimento
para um estranho numa noite vulgar.
9.3.07
Terminei de ler a biografia do Ricardo III em que estava mergulhado. O homem é um verdadeiro injustiçado. Sua vida dá um tratado, porque tudo o que ele fez de bom e toda a lealdade que devotou ao irmão (o rei Eduardo IV) e à Inglaterra foram empanados pela morte de seus sobrinhos, que a História lhe imputou -- em parte porque sua reputação foi toda manipulada por seus inimigos, os Tudor, que lhe tomaram o reino após uma batalha que durou não mais que meia hora, a de Bosworth Field, em 1485. Ricardo morreu numa investida em que tentava colher em sua espada Henrique Tudor (que viria a ser Henrique VII). Foi impedido por um de seus próprios lordes, que o traiu e o atacou para defender o rival.
Uma história triste e fascinante, que o biógrafo, Paul Murray Kendall, recria brilhantemente.
Uma história triste e fascinante, que o biógrafo, Paul Murray Kendall, recria brilhantemente.
26.2.07
Eu até acertei o filme ganhador do Oscar no bolão de que participei ("Os infiltrados"). Mas, depois que vi "A rainha", torci pelo filme. Não é só a Helen Mirren que está impecável no papel de Elizabeth II. A direção de Stephen Frears captou toda a tensão da semana que se seguiu à morte da princesa Diana na Grã-Bretanha. O melhor de todos os filmes indicados, de longe.
Também gostei muito de "Pequena Miss Sunshine" e achei que o Alan Arkin mereceu o prêmio de ator coadjuvante. Ele está impagável, e o mais curioso é que quase perdeu o papel. O filme é muito legal, mas eu achava que não ganharia mesmo a estatueta. O Steve Carell é outro que está muito bem na fita.
A maior injustiça: nenhuma das três canções de "Dreamgirls" ter levado o prêmio. Em termos musicais, o filme faz você querer levantar da cadeira e dançar, embora a trama seja previsível. Mas eu adorei assim mesmo. Sou suspeito para falar de musicais.
Também gostei muito de "Pequena Miss Sunshine" e achei que o Alan Arkin mereceu o prêmio de ator coadjuvante. Ele está impagável, e o mais curioso é que quase perdeu o papel. O filme é muito legal, mas eu achava que não ganharia mesmo a estatueta. O Steve Carell é outro que está muito bem na fita.
A maior injustiça: nenhuma das três canções de "Dreamgirls" ter levado o prêmio. Em termos musicais, o filme faz você querer levantar da cadeira e dançar, embora a trama seja previsível. Mas eu adorei assim mesmo. Sou suspeito para falar de musicais.
22.2.07
Ainda não comentei aqui. Fui o show dos Mutantes no Vivo Rio, no começo do mês. Gostei muito, em especial dos solos de guitarra do Sérgio Dias. Uma guitarra inspirada como não se ouve há muito tempo... Que beleza. Foi histórico, um clássico. Encontrei lá a querida Crib Tanaka com o André Mansur. Depois fui para o Lamas, onde fiquei de papo com uma turma animada até as quatro da manhã.
Vi também a montagem de "Um marido ideal", de Oscar Wilde, no Teatro Leblon. Muito boa a encenação, bem fiel ao texto, e com um Edwini Luisi excelente como Lorg Goring, o dândi da peça. O texto -- que trata de corrupção na política -- não podia ser mais adequado aos tempos que vivemos, embora encerre um toque vitoriano, a época em que Wilde escreveu.
Vi também a montagem de "Um marido ideal", de Oscar Wilde, no Teatro Leblon. Muito boa a encenação, bem fiel ao texto, e com um Edwini Luisi excelente como Lorg Goring, o dândi da peça. O texto -- que trata de corrupção na política -- não podia ser mais adequado aos tempos que vivemos, embora encerre um toque vitoriano, a época em que Wilde escreveu.
8.2.07
Ufa! Até que enfim um tempinho para voltar aqui. É que foi inaugurado meu blog de segurança da informação no Globo Online, um projeto que estava em gestação desde novembro.
Apareçam por lá. Fica em http://www.oglobo.com.br/blogs/andremachado
Apareçam por lá. Fica em http://www.oglobo.com.br/blogs/andremachado
